O turismo português entra em uma nova fase: menos crescimento, mais valor

O turismo português entra em uma nova fase: menos crescimento, mais valor

O que isso significa para o Algarve e investidores imobiliários

O turismo português está encerrando um ciclo histórico e entrando em uma nova fase. Os dados mais recentes confirmam o que muitos operadores já sentiram no terreno: Portugal continua a quebrar recordes, mas o crescimento está se tornando mais consciente, mais exigente e mais sustentável.

Em 2025, espera-se que a receita do turismo ultrapasse €30 bilhões pela primeira vez, representando cerca de 10% do PIB nacional. Com mais de 84 milhões de pernoites e 32 milhões de passageiros, o turismo continua a superar a economia em geral. Esta é uma notícia muito positiva — mas também traz novos desafios.

Crescendo menos, mas melhorando

Após vários anos de rápida expansão, o setor agora está entrando em uma fase de crescimento mais moderado. O foco está mudando do volume para o valor: experiências de maior qualidade, uma oferta turística mais profissional e melhor equilíbrio com as comunidades locais.

Dados da temporada de verão mais recente refletem essa mudança, com crescimento de cerca de 2% tanto em hóspedes quanto em estadias pernoites. O crescimento permanece positivo, mas não é mais explosivo — e isso não é necessariamente algo ruim. Um mercado mais maduro traz padrões operacionais mais elevados, maior escrutínio da experiência dos hóspedes e uma clara necessidade de gestão profissional.

A infraestrutura está dando o ritmo

Uma das principais limitações estruturais para o crescimento do turismo em Portugal continua sendo o Aeroporto de Lisboa, onde a capacidade limitada está restringindo a conversão da demanda em fluxos reais de visitantes.

No entanto, essa limitação criou oportunidades em outros lugares — especialmente no Algarve.

O Algarve como estudo de caso

O Algarve tornou-se um claro exemplo dessa redistribuição da demanda. Em outubro, a região registrou um aumento de 7% nas receitas do turismo, impulsionado principalmente pelo Aeroporto de Faro e pelo lançamento de novas rotas internacionais, incluindo conexões para os Estados Unidos e Canadá.

Esses mercados estão atraindo um tipo diferente de visitante:

  • Estadias mais longas
  • Maior média de gastos
  • Menos dependência dos meses de pico do verão

Além do tradicional apelo de sol e praia, a demanda por golfe, natureza, gastronomia e turismo de vinho está crescendo, reforçando a posição do Algarve como um destino diversificado e de maior valor. Não faz muito tempo, o desafio era atrair companhias aéreas — hoje, as companhias aéreas estão ativamente buscando o Algarve.

O que esperar em 2026

O consenso do setor aponta para 2026 como um ano de consolidação. Em vez de um crescimento descontrolado, o foco será em um modelo de turismo mais maduro — mais lucrativo por visitante e menos sazonal.

Para proprietários e investidores, a mensagem é clara: o sucesso não é mais apenas uma questão de demanda, mas de quão bem essa demanda é gerenciada.

Qualidade da localização, gestão profissional, experiência do hóspede, preços inteligentes e posicionamento eficaz continuarão sendo os principais diferenciadores no desempenho e no valor de longo prazo do imóvel.

Perspectiva da Westmark Real Estate

Na Westmark Real Estate, acompanhamos de perto essas mudanças no turismo e no mercado imobiliário do Algarve. Acreditamos que essa nova fase cria fortes oportunidades para investidores focados em qualidade, sustentabilidade e retornos de longo prazo.

À medida que o turismo evolui, o mercado imobiliário também evolui — e o Algarve permanece firmemente no centro dessa transformação.

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